Investimentos para o transporte de passageiros devem ocorrer nos próximos cinco anos e não se limitam ao trem-bala do Sudeste
Quando Prudente de Moraes chegou ao Rio de Janeiro em 2 de novembro de 1894 para tomar posse como o primeiro presidente civil da República, ele chegou de trem. Não havia alma a esperá-lo na estação da Central na então capital do País. Moraes foi ignorado por obra das maquinações do presidente da ocasião, Floriano Peixoto. Mas de nada adiantaram os estratagemas de Floriano, o Marechal Mão de Ferro: Prudente de Moraes assumiu em 15 de novembro o posto para o qual fora eleito.
O episódio, um retrato alegórico do início da vida republicana brasileira, é também um atestado do ocaso do transporte ferroviário de passageiros no País. Se a presidenta Dilma Rousseff quisesse chegar de trem ao Distrito Federal para sua posse, em 1º de janeiro deste ano, não conseguiria nem que, ao contrário do que ocorreu com Prudente de Moraes, lá a aguardasse a mais entusiasmada das claques – fosse o Distrito Federal em Brasília ou no Rio de Janeiro.