O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem importância crucial no financiamento da modernização dos portos brasileiros.
Na visão estratégica do banco, essas "são unidades de transbordo para o exterior", como diz Dalmo Marchetti, gerente do Departamento de Logística (Delog) da área de infraestrutura do banco. Quanto mais eficientes forem essas saídas, maior será a inserção do Brasil no comércio internacional. No passado, a instituição investia só na superestrutura, enquanto a Docas Investimentos ficava a cargo da infraestrutura. Agora o BNDES investirá nos terminais privados, além dos portos públicos. Para o "funding", o banco coloca de 15% a 25% como empreendedor; 60% a 65% provêm do mercado financeiro, em que atua em parceria com outros agentes; e o restante, desde 2009, é obtido via mercado de capitais.
A nova Lei dos Portos, sancionada em junho, alterou o marco regulatório do setor, permitindo a abertura de mais terminais privados e centralizando na Secretaria Especial de Portos (SEP) a responsabilidade pelo planejamento do sistema portuário. O governo espera, até janeiro de 2014, relicitar 107 áreas arrendadas em terminais nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, e concluir a concessão dos Portos de Manaus e Imbituba (SC). O novo marco regulatório dos portos prevê a concessão de novas áreas portuárias fora dos portos organizados (públicos) por meio de autorizações aos investidores.