Em meio a bolos e discursos, Corinthians, Odebrecht e Prefeitura precisam apresentar defesa contra ação civil pública do MP que pede pagamento de R$ 1,74 bi de multa
O estádio do Itaquerão, na zona leste de São Paulo, completou em clima de euforia um ano desde o início da construção. Dirigentes do Corinthians, da construtora Odebrecht e do governo estadual compareceram diante as câmeras cortando um bolo que imitava, em escala, o formato da futura arena, que está 38% concluída. Mas na seara judicial, o momento é menos animador. Todos eles necessitarão agora apresentar defesa para a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público de São Paulo, na última sexta-feira, em que a promotoria pede o pagamento de multa no valor de 1,74 bilhão de reais às partes.
Uma decisão favorável à promotoria poderia inviabilizar a conclusão do estádio, já que a ação contesta a isenção fiscal concedida pela prefeitura e que irá financiar 420 milhões de reais dos 820 milhões de reais do valor total da obra. Mas ninguém acredita de verdade nessa possibilidade. “O jurídico do time me tranquilizou muito”, disse o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, durante as comemorações.