O governador Simão Jatene cobrou do Ministério do Planejamento a conclusão das obras da Hidrovia Araguaia-Tocantins.
A hidrovia ainda enfrenta problemas de navegabilidade. Para que se torne completamente navegável em seus 2.794 quilômetros de extensão, é necessário que se façam obras de derrocamento (retirada de pedras), com uso de explosivos num trecho de 43 quilômetros, compreendido entre a ilha do Bogea e o município de Itupiranga (sudoeste). Em mais de um quilômetro do rio a largura desse trecho atinge cerca de 70 metros. Após a conclusão do projeto, navios com capacidade de carga de 19 mil toneladas poderão navegar no rio Tocantins em qualquer época do ano. O deslocamento das pedras vai equiparar o calado (profundidade do ponto mais baixo da embarcação) permitido pela hidrovia ao das eclusas de Tucuruí, que é de até 3,5 metros.
As obras de derrocamento já deveriam ter sido iniciadas, mas foram retiradas do cronograma de trabalhos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal. Como o derrocamento foi excluído do PAC, o Rio Tocantins acaba sendo utilizado por apenas oito meses. Quando concluída, a hidrovia será uma das mais importantes vias de escoamento de produtos e insumos, interligando o centro-oeste brasileiro ao sul do Pará e, posteriormente, aos mercados importadores da Europa, Ásia e Estados Unidos.