A Light, distribuidora e geradora de energia que tem a estatal mineira Cemig como principal acionista, vai entrar na sociedade investidora da usina hidrelétrica de Belo Monte. A empresa vai assumir 5% hoje pertencentes a pequenas construtoras que compõe o capital da controladora Norte Energia e com isso se comprometer com investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão. Sem aplicar a correção em alguns contratos, o investimento total da usina está previsto em R$ 26 bilhões.
Com a entrada da Light, a nova formação de Belo Monte fica totalmente diferente da configuração resultante do leilão no ano passado e muito mais robusta, como desejava o governo federal. Neoenergia, Vale, os fundos de pensão Petros e Funcef, além da Eletrobras e suas subsidiárias, compõem hoje o capital da empresa. Apenas duas construtoras terão participação como investidoras: Queiroz Galvão e OAS. Todas as outras, Contern, Serveng, Cetenco, Galvão Engenharia, J. Malucelli e Mendes Junior, deixam a sociedade. Juntas elas detém 7,5% do consórcio: 5% vão para a Light e 2,5%, para o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef).