Sem grandes projetos de novas ferrovias, as operadoras privadas do setor no estado anunciam investimentos concentrados na melhoria das vias atuais
Berço do sistema ferroviário de carga no Brasil, com 17% de toda a malha em atividade no país, Minas Gerais está fora dos planos do governo para expansão das linhas existentes, apesar da demanda apertada do serviço. Sem grandes projetos de novas ferrovias, as operadoras privadas do setor no estado anunciam investimentos concentrados na melhoria das vias atuais, incluindo alguns casos de duplicação de trechos, e na compra de locomotivas mais eficientes e vagões, sempre empenhadas em aumentar a produtividade para atender clientes em crescimento das indústrias da mineração, siderurgia e do agronegócio.
Os recursos previstos devem chegar a R$ 1,8 bilhão este ano, somados o desembolso recorde de R$ 1,585 bilhão da MRS Logística, concessionária da antiga malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal, que atua em Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, e parcela dos projetos da Vale, companhia controladora de duas ferrovias que cortam o estado, a Centro-Atlântica (FCA) e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O transporte de carga cresceu 5 milhões de toneladas no país no ano passado, alcançando 475,1 milhões de toneladas úteis (descontado o peso dos vagões) de carga transportada. O aumento de 1,2% frente a 2010, segundo o levantamento divulgado pela Associação Nacional de Transportadores Ferroviários (ANTF), é aparentemente modesto para a intenção das empresas.