Paulo Resende, da FDC: a diferença entre o custo operacional e o pedágio vai direto para o bolso do transportador
Ao longo dos próximos dez anos, a matriz de transportes nacional deverá ter custos mais baixos e um menor peso das rodovias na circulação das cargas, com acréscimo da participação da navegação de cabotagem e das ferrovias. Mas, para que os resultados sejam persistentes, será preciso avançar na atração do capital privado e superar gargalos em cada um dos segmentos, o que exigirá planejamento e interação entre os agentes.
Em agosto de 2012, o governo federal anunciou o Programa de Investimentos em Logística (PIL), com a previsão de R$ 133 bilhões em investimentos, sendo que a maior parte deles - R$ 91 bilhões - seriam direcionados às ferrovias e o restante às rodovias. Dois anos depois do anúncio, foram licitados seis lotes de rodovias - que somam 4,8 mil quilômetros em trechos que interligam o Sudeste e o Centro-Oeste e irão contemplar R$ 32 bilhões de investimentos ao longo de 30 anos de duração dos contratos.