O leilão de energia realizado na semana passada pela usina de Jirau não conseguiu atrair os consumidores livres. Os preços entre R$ 130 e R$ 136 o MWh propostos foram considerados excessivos em função da expectativa das indústrias de que haverá sobra de energia futura e, portanto, querem pagar menos. Sem nenhum contrato fechado no mercado livre e a menos de dois anos de iniciar a geração, a rentabilidade que o projeto proporcionará a seus acionistas ainda é desconhecida e está à mercê do comportamento das chuvas e do crescimento do consumo, que eventualmente podem puxar os preços para cima.
Desde que o consórcio liderado pela GDF Suez - em sociedade com Chesf, Eletrosul e Camargo Corrêa - arrematou a concessão da usina, em um lance agressivo que envolveu a mudança de projeto e um preço de R$ 71,40 o MWh que remunera 70% da geração de energia da empresa, a administração da concessionária busca formas de potencializar a rentabilidade do projeto. Só com os R$ 71,40, que atualizados pela inflação chegariam a setembro deste ano a R$ 79,00, a usina não se paga.