Introduzir empresas estrangeiras de projetos nas grandes obras é reduzir competitividade do país
A competitividade de um país em um cenário internacional marcado pela recessão europeia, pelas dificuldades econômicas das nações desenvolvidas e a provável diminuição do crescimento da China, com o acirramento da concorrência pelos mercados mundiais, é dada por sua capacidade de produzir inovação e tecnologia em produtos de alto valor agregado e com custos competitivos. Nessa conjuntura, a situação do Brasil é preocupante, especialmente quando um estado tão importante para o PIB nacional, como São Paulo, dá sinais de que pretende recorrer à inteligência estrangeira mais exatamente espanhola em setor tão fundamental como o de projetos de engenharia para o desenvolvimento da infraestrutura metroviária na capital e na Grande São Paulo.
Se essa intenção for levada à prática pelos governos paulista/paulistano na expansão do metrô de São Paulo, que possui plano de investimentos de R$ 60 bilhões até 2018, na ampliação de três linhas já existentes e a criação de duas novas linhas, os governantes do estado e da prefeitura de São Paulo estarão incentivando a desindustrialização do país e a transferência de empregos e recursos para a Espanha. E o que é pior: tudo pago com dinheiro brasileiro. A justificativa alegada para essa iniciativa, de que “hoje temos carência de engenheiros para a execução de projetos” é, no mínimo, um equívoco.