As indústrias mineiras de máquinas e equipamentos terão de enfrentar, aparentemente, um desafio maior que o esperado pelo setor no Brasil para retomar planos de investimento nas fábricas. Clientes de peso dos fabricantes mineiros, as empresas de mineração e siderurgia ainda não deixaram claro como e quando vão retomar projetos suspensos em decorrência da crise financeira global. No Brasil, as principais apostas para as encomendas estão na demanda relacionada aos programas de exploração de petróleo da camada pré-sal, que têm participação bem inferior nos pedidos feitos aos fabricantes de máquinas em Minas. A expectativa no estado é de que eles invistam R$ 1,068 bilhão este ano, dos R$ 8,929 bilhões projetados pela Associação da Indústria Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
As encomendas da siderurgia e da mineração vão, com certeza, influenciar essas estimativas para cima ou para baixo, segundo o vice-presidente regional da Abimaq, Marcelo Luiz Moreira Veneroso. “Num cenário de recuperação da economia, não sabemos o que essas empresas vão retomar, de forma efetiva, dos planos que foram cortados no auge da crise”, afirma o empresário. As indústrias de máquinas e equipamentos já observaram um novo quadro de melhora dos negócios, mas ainda longe do bom desempenho de 2008.