Ação do MPE e MPF questiona modalidade de licitação usada no VLT. Para os Ministérios Públicos, VLT não será entregue para Copa de 2014.
Indícios de irregularidades na modalidade de licitação, custo e operacionalização em tempo hábil para a Copa do Mundo de 2014 levaram a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá a ser questionada na Justiça. Em Ação Civil Pública em trâmite desde a última sexta-feira (3) na 1ª Vara da Justiça Federal do estado, os Ministérios Públicos de âmbito estadual e federal de Mato Grosso pedem, via liminar, a suspensão imediata do início das obras do modal e a anulação do contrato firmado entre o estado e o consórcio VLT Cuiabá, que está orçado em quase R$ 1,5 bilhão. A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa-MT), responsável pelos projetos da Copa do Mundo em Cuiabá, informou por meio da assessoria de imprensa que só irá se manifestar sobre a ação após ser notificada.
Inquéritos civis dos dois órgãos também investigam suspeitas de superfaturamento no valor da obra e no processo de licitação. O inquérito instaurado pelo Ministério Público Estadual (MPE), inclusive, embasou a ação de improbidade administrativa em curso que investiga irregularidades de servidores do Ministério das Cidades, em Brasília, que teriam 'maquiado' o parecer que culminou na aprovação do VLT em detrimento ao BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá.