Em meio às críticas de empresas elétricas e do mercado financeiro, o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o governo poderá explorar diretamente as usinas e linhas de transmissão
Em meio às críticas de empresas elétricas e do mercado financeiro, o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o governo poderá explorar diretamente as usinas e linhas de transmissão cujas concessões vencem até 2017, caso os atuais donos não aceitem as condições para renová-las antecipadamente. "Essas concessões voltam para o governo. E a União decide se vai licitar ou explorar diretamente", disse ao Valor.
Zimmermann acredita que, se o governo optar por licitar as concessões ao fim do contrato, a tarifa de operação e manutenção dos empreendimentos pode ser menor que a que está sendo proposta agora para quem aceitar antecipar a renovação. A queda viria de uma esperada competição no leilão, que seria vencido por quem oferecer a menor tarifa. Ele questionou os cálculos feitos por um banco de investimentos, aos quais o Valor teve acesso, que indicavam perdas totais de R$ 47,6 bilhões, caso as elétricas aceitem renovar as concessões, nas condições propostas pelo governo. "Se forem considerados R$ 57 bilhões para a geração [R$ 47,6 bilhões mais uma indenização de R$ 10 bilhões], e que estão vencendo a concessão de 20 a 22 mil megawatts, estou falando em algo em torno de R$ 2,7 mil por quilowatt instalado. Só que uma usina nova sai por muito menos que isso", ponderou.