Na bucólica Ilha da Madeira, pequena comunidade de pescadores de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, começa a ganhar forma o Superporto do Sudeste, terminal privativo para embarque de minério de ferro controlado pela MMX, mineradora do empresário Eike Batista. Na sexta-feira, a MMX passou a ser oficialmente a dona deste terminal portuário ao adquirir, em leilão, na BM&F Bovespa, 92,28% da PortX, empresa do grupo de Batista que até então detinha esse ativo, considerado estratégico para garantir uma operação integrada, da mina ao porto.
A operação se deu nos termos de uma oferta pública voluntária para aquisição de ações ordinárias da PortX. Na oferta, os acionistas podiam permutar as ações da empresa por uma fracção (0,05) da ação da MMX e receber um título baseado em royalty de US$ 5 por tonelada de minério a ser embarcado pelo porto. Outra opção para o acionista da PortX era receber o título e um pagamento em dinheiro equivalente a R$ 0,70 por ação.