Comunidades removidas afirmaram que recompensa contribuí para aumentar o déficit habitacional
O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública Estadual vão acompanhar os impactos sociais provocados pelas obras da Copa do Mundo de 2014 na capital paulista. Em audiência pública no último sábado (2), na Câmara Municipal, comunidades que estão sendo removidas para dar passagem aos empreendimentos disseram aos órgãos que os mecanismos usados para compensá-los, como auxílio-aluguel e indenização, na verdade, têm contribuído para aumentar o déficit habitacional da cidade.
A família da consultora de seguros Sandra da Silva, 40 anos, está entre as afetadas pelas obras, pois mora no caminho do traçado Linha 17 - Ouro da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), que ligará, entre outros pontos, o Aeroporto de Congonhas ao bairro Morumbi. Ela relata que a oferta de uma indenização de R$ 113 mil ou de auxílio-aluguel de R$ 400, enquanto aguarda a construção de conjunto habitacional, não é viável, tendo em vista que os valores não são suficientes para que ela permaneça na área onde mora hoje.