Sob o comando de Murilo Ferreira, a maior mineradora de ferro do mundo irá reforçar projetos de longo prazo e buscará resultados de forma mais alinhada aos acionistas
Quando assumir o timão da Vale na segunda quinzena de maio, o administrador de empresas Murilo Pinto de Oliveira Ferreira, 58 anos, terá a missão de fazer mudanças estratégicas na rota da maior empresa privada brasileira e, ao mesmo tempo, manter sua trajetória de crescimento e alta rentabilidade. Aparentemente, são desafios antagônicos, principalmente para uma companhia em que os controladores indicavam ter visões diferentes sobre como a mineradora deveria ser gerida.
De um lado, o bloco vinculado ao governo, representado pelo BNDES e pelos fundos de pensão das estatal, como a Previ, que pressionava a companhia por mais investimentos no País, notadamente na área de siderurgia. De outro, a Bradespar, do Bradesco, e a japonesa Mitsui, mais afinados com a gestão baseada em resultados financeiros do atual presidente da Vale, Roger Agnelli, coroada pelo espetacular lucro de R$ 30,1 bilhões em 2010, o maior da história da mineradora. Qual será o destino da Vale sob o comando de Ferreira? Essa é a pergunta que o mercado quer ver respondida.