A Neoenergia saiu às compras no fim do ano e vai gastar quase duas centenas de milhões de reais na aquisição de ativos de seus próprios sócios, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e a empresa espanhola Iberdrola. O movimento vai marcar a entrada da empresa em cogeração industrial de energia. Por cerca de R$ 150 milhões, a Neoenergia fechou acordo de compra da Energyworks do Brasil, que tem cinco usinas de cogeração a gás natural no mercado brasileiro e pertence à Iberdrola. A outra aquisição foi o prédio onde está instalada a sede da companhia no Rio de Janeiro e que pertencia à Previ.
O edifício comercial na Praia do Flamengo passa para os ativos imobilizados da Neoenergia por cerca de R$ 26 milhões. O presidente da empresa, Marcelo Corrêa, diz que a compra do prédio foi estratégica porque a companhia vai investir R$ 7 milhões em um centro de operações de suas distribuidoras que ficará instalado no edifício carioca. Os relatórios anuais de investimentos da Previ mostram que, em 2009, o edifício valia exatamente metade do que está sendo pago hoje pela Neoenergia. "É preciso ter prédio próprio para esse tipo de operação", explica Corrêa.