O Ceará conquistou, pela terceira vez consecutiva, o Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável, com o projeto "Aproveitamento de resíduos provenientes da indústria siderúrgica para construção de pavimentos econômicos no Estado do Ceará". Elaborado pelos estudantes Francisco das Chagas Isael Teixeira Cavalcante e Synardo Leonardo de Oliveira Pereira, alunos do último semestre do Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Ceará (UFC), o projeto foi orientado pela professora Suelly Helena de Araújo Barroso, doutora em Engenharia de Transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP, docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes e coordenadora da Área de Solos do Laboratório de Mecânica dos Pavimentos (LMP) da UFC.
De olho no potencial de produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) - cuja etapa inicial prevê a produção de 6 milhões de toneladas de placas de aço, a partir de 2012 -, a ideia dos estudantes cearenses é utilizar a escória de aciaria (resíduos provenientes da produção de aço) para fabricação de revestimento asfáltico. "Analisamos a aplicação de detritos da indústria siderúrgica como substituto à brita, para construção de pavimentos. A escória de aciaria pode ser utilizada na fabricação de camadas granulares e no revestimento de pavimentos", explica Suelly. O material, além de ambientalmente correto, também resulta em benefícios econômicos. "O pavimento feito de escória pode ser utilizado nas chamadas rodovias de baixo volume de tráfego (RBVT), nas quais é necessário o emprego de revestimentos mais delgados e econômicos".