Afinal, na metade do século 21 mais de dois terços da população mundial será urbana
Em meio ao fluxo incessante de notícias sombrias sobre mudança climática, há um vislumbre de esperança. Enquanto alguns países recuam de seus compromissos recentes com a redução da emissão de gases de efeito estufa, pequenas, médias e grandes cidades se habilitam a assumir essa tarefa. Em todo o mundo, prefeitos esclarecidos agem para reduzir suas emissões de carbono. Nesse processo, surge uma nova política de cidades empoderadas. Mas a questão é se as cidades vão colaborar ou competir com os Estados-nação.
A simples escala da diplomacia do clima empreendida pelas cidades é empolgante. No último ano quase 7.500 cidades, representando mais de 681 milhões de pessoas, se comprometeram com um pacto global pelo clima e energia. O objetivo declarado dessas cidades é acelerar ações que possam cumprir e, em última instância, exceder as metas do Acordo do Clima de Paris. E elas estão bem adiantadas: pelo menos 8 mil cidades já adotaram a energia solar e 300 são completamente autônomas em termos de energia. Os chamados “prefeitos pelo clima” demonstram uma capacidade de liderança que falta a seus correspondentes nos governos nacionais.