Mostra traz 11 de seus trabalhos mais radicais e experimentais, que têm, como tema comum, além da água, a natureza, a paisagem e o território extrapolando a escala arquitetônica.
Um reservatório elevado construído em Urânia, pequena cidade do interior de São Paulo, retoma a ideia dos chamados castelos d’água. Um grande porto fluvial nas águas do Rio Tietê, entre os municípios paulistas de Lins e Novo Horizonte, interliga as redes rodoviária e ferroviária existentes no curso do rio. O Aquário Municipal de Santos torna-se um pequeno lago urbano permitindo que o ambiente não tenha muro, nem grades. Estes são alguns dos projetos idealizados por Paulo Mendes da Rocha ao longo de sua vida, mas nunca construídos. Eles podem ser vistos de 12 de setembro a 4 de novembro na 41ª exposição da série Ocupação, criada pelo Itaú Cultural para resgatar memórias e registros do acervo de figuras essenciais da arte e da cultura brasileiras.
Com curadoria da equipe Itaú Cultural e Guilherme Wisnik, assistência curatorial de Marina Frúgoli e consultoria de Ana Helena Curti, a Ocupação Paulo Mendes da Rocha se espalha por todo o piso 1 do instituto e comemora os 90 anos de vida do arquiteto e urbanista, a serem completados em 25 de outubro. Em mais de 100 itens, a exposição apresenta referências de sua trajetória, como antigas fotos da família, de projetos e de viagens, desenhos de autorretratos ou arquitetônicos, esboços, maquetes e outros materiais selecionados de seu acervo pessoal.