O Brasil poderá retomar em breve o caminho do crescimento, se o governo tiver sucesso no lançamento dos pacotes de infraestrutura em estudo em Brasília. Rodovias, ferrovias e aeroportos devem compor o primeiro pacote, com apresentação prevista para dentro de duas semanas, segundo se anunciou depois da reunião ministerial de sábado, comandada pela presidente Dilma Rousseff. Planos para energia e portos ficarão para outra etapa. No dialeto brasiliense, a presidente está empenhada em iniciar no menor prazo possível uma agenda positiva. Acuada politicamente, forçada a executar um penoso programa de ajustes e com seu partido atolado no escândalo do petrolão, ela tentará reagir e mudar o jogo com um substancioso cardápio de obras. Se tiver sucesso, conseguirá muito mais que os objetivos pessoais e partidários associados, quase sempre, às tais agendas positivas - e o resultado será bom para o País.
Qualquer decisão de política econômica, neste momento, tem de partir de uma cláusula pétrea: é essencial cuidar dos enormes danos causados por erros acumulados nos últimos cinco anos e, de modo especial, pela crescente irresponsabilidade fiscal a partir de 2011.