Num momento em que alguns economistas alertam para o risco de um crescimento inferior a 3% em 2012, o economista-chefe da corretora Convenção Tullett Prebon, Fernando Montero, acredita em alguma retomada da atividade econômica no ano que vem. Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 3,5% no próximo ano, sendo possível um avanço de 4% caso a inflação termine no centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. A queda dos juros, uma política fiscal mais expansionista do que neste ano e o impacto de aumentos salariais elevados tendem a estimular a demanda, num cenário em que, além de tudo isso, a indústria deve estar com níveis de estoques mais ajustados.
Ele reconhece que há riscos de a crise global respingar e atrapalhar bastante o desempenho dos investimentos e das exportações, “podendo chegar também ao crédito”. No entanto, se não houver uma ruptura no cenário internacional — como um novo Lehman Brothers —, Montero vê elementos suficientes para apostar num PIB não tão fraco em 2012 como esperam instituições como Credit Suisse e BNP Paribas — o primeiro vê como factível expansão de 2,2% e o segundo, de 2,5%.