Estudantes de Engenharia Civil da Universidade Federal do Vale do São Francisco já saem da graduação praticamente com seus empregos garantidos. E a explicação para isso é simples: com o mercado da construção civil aquecido, a demanda por profissionais do setor tem sido ampliada cada vez mais. Se há alguns anos o setor registrou um decréscimo no número de obras – o que refletiu de imediato na queda de interessados nas graduações da área de Engenharia – o mesmo não se pode dizer do atual cenário brasileiro. Os investimentos de obras de infra-estrutura, sobretudo às que são relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) e da Copa 2014, têm sido maciços e pedem um número cada vez maior de profissionais.
“O deficit habitacional brasileiro é grande e o país passa por uma fase de crescimento econômico. Com isso temos uma demanda grande de engenheiros. Nos últimos 30 anos não tivemos um crescimento significativo e o Brasil não estava preparado para suprir essa demanda. Não se formaram engenheiros o suficiente para atender a demanda existente. Hoje tem programas como o PAC, que investe em transporte, energia, habitação, recursos hídricos, saneamento. Tudo isso precisa de engenheiros, não somente civis, como todas as áreas da engenharia. Por ano o país tem formado uma média de 30 mil profissionais. Para ter uma idéia, em países em desenvolvimento como a Coréia do Sul, por exemplo, são formados 80 mil engenheiros por ano”, observa o sub-coordenador do colegiado de Engenharia Civil da Univasf, Sérgio Luis Oliveira.