Compilação analisa os aportes financeiros públicos e privados em oito setores da economia
O Brasil vive um momento contraditório na infraestrutura. Por um lado, os investimentos cresceram 73,5% entre 2007 e 2011, e neste ano, com os diversos anúncios de aportes financeiros bilionários para as mais variadas áreas desse segmento, a expectativa é que a alta seja de 17,6% em relação ao ano passado. Por outro lado, as obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) concluídas até junho representam apenas 29,8% do total estimado para até 2014, que é de R$ 708 bilhões. Além disso, a relação entre o investimento em infraestrutura e o Produto Interno Bruto (PIB) está caindo desde 2009. Para este ano, a expectativa é obter um índice de apenas 2%, o que leva o País a ter indicadores de qualidade de infraestrutura inferiores a diversos países, como o Chile e a Colômbia.
Essa análise está inserida na pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2017, que compilou informações de cerca de 1200 fontes primárias e secundárias para apresentar as perspectivas de oito setores da economia, suas principais obras e aportes financeiros. Encomendado pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, o levantamento, que aponta 11.533 obras, cujo montante estimado é de R$ 1,68 trilhão, está sendo apresentado no III Sobratema Fórum Brasil Infraestrutura – Tecnologia e Inovação, evento realizado nesta terça-feira (30), no auditório da Fecomercio, em São Paulo.