Estudo encomendado pela ABCP mostra mudança cultural das construtoras e incorporação do concreto dosado em central no dia a dia das obras
O concreto é hoje o segundo produto mais consumido no mundo. Projeções otimistas presumem que o material possa ocupar o primeiro lugar a partir de 2025, superando a geração de água potável. No Brasil, não é diferente. Por isso, a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) encomendou a mais ampla pesquisa sobre o mercado nacional do concreto. O estudo, coordenado pela e8 Inteligência e pela UBM Brazil, coletou dados do período entre 2005 e 2012 para projetar tendências do setor nos próximos anos. Uma delas é que o concreto dosado em central definitivamente está incorporado ao dia a dia da construção civil brasileira. Em sete anos, seu consumo cresceu 180%.
Em 2012, por exemplo, as concreteiras instaladas no país produziram 51 milhões de m³, revela a pesquisa. “O concreto preparado em centrais cresce a uma taxa superior ao crescimento da construção civil porque seus sistemas construtivos têm ganhado a preferência dos construtores e porque tem caído o número de obras que rodam concreto sem o uso do serviço das concreteiras”, afirma Valter Frigieri, diretor de mercado e planejamento da ABCP, detectando nesta tendência uma mudança cultural dos construtores – hoje mais focados em sistemas construtivos racionais. A ponto de o estudo demonstrar que, em 2012, 20,7% de todo o cimento produzido no país foi consumido pelas concreteiras.