Prestes a ser anunciada, a incorporação da Quattor à Braskem será o passo definitivo do processo de retorno da Petrobrás ao setor petroquímico.
Prestes a ser anunciada, a incorporação da Quattor à Braskem será o passo definitivo do processo de retorno da Petrobrás ao setor petroquímico, cinco anos após a virada promovida pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Um passo que não estava previsto no projeto original, mas que, para a direção da estatal, garante ao Brasil musculatura na briga com as gigantes internacionais. Para especialistas, embora crie um monopólio, a operação pode desatar nós da petroquímica brasileira, como conflitos societários e falta de competitividade dos insumos.
A proposta original era manter dois grandes grupos, um capitaneado pela Odebrecht, controladora da Braskem, e outro que consolidaria os ativos do Sudeste, cujo parceiro preferencial acabou sendo a Unipar. Em paralelo, a Petrobrás projetou uma série de ampliações da capacidade produtora de matérias-primas, além de iniciar três grandes investimentos na produção de resinas: a Petroquímica Paulínia S.A. (PPSA), com a Braskem, a Petroquímica Suape, inicialmente com a Vicunha, que acabou desistindo do negócio, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), ainda sem parceiros.