Após quatro anos de sua inauguração o pólo industrial naval de Rio Grande (RS) já é uma realidade e com perspectiva de ser o mais competitivo do país.
Atualmente, o empreendimento conta com dois estaleiros (Quip e Ecovix), já em operação, e do Wilson Sons que já recebeu, recentemente, a liberação da licença ambiental. Isso sem mencionar o estaleiro EBR, no município ao lado (São José do Norte), que irá agregar mais valor ao pólo na atração de novos investimentos e empresas, principalmente da cadeia produtiva, conforme disse nesta quinta-feira ao MONITOR MERCANTIL o prefeito peemedebista Fábio de Oliveira Branco, acrescentando que os investimentos iniciais do empreendimento foram cerca de R$ 10 bilhões em contratos com a Petrobras, e algo em torno de R$ 2 bilhões dos estaleiros (Quip R$ 500 milhões; Ecovix R$ 1 bilhões e Wilson Sons R$ 500 milhões).
O município de Rio Grande está passando por uma grande transformação a partir da implementação do pólo naval. Primeiro, em termos de visibilidade do município, tanto do porto, de seu calado, que está batendo todos os recordes, além de ter uma área retroportuária invejável, que nós estamos sabendo aproveitar as oportunidades que a Petrobras tem nos dado - disse, acrescentando que, a partir dessa conjuntura, está sendo possível gerar emprego e renda de forma perene no município: "o pólo foi um divisor de águas a partir da construção da primeira plataforma P-53, que foi um aprendizado muito importante da atividade metal-mecânica totalmente novo em nossa região".