Logo nas primeiras horas do dia, caminhões se alinhavam aos poucos à direita da pista que dá acesso ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena.
Ora carregados de contêineres, ora transportando produtos perecíveis, os veículos se deparavam com uma cena incomum na guarita que dá acesso ao porto de onde costumam ser exportados vários tipos de cargas. A cada parada em frente da entrada, um aviso. “Estamos em paralisação das atividades por 24h. Ela teve início às 19h e deve findar às 7h de amanhã. Não está entrando ninguém”, informava um funcionário da Companhia Docas do Pará (CDP), empresa responsável pela administração do porto.
Vindo do município de Água Azul do Norte com o objetivo de embarcar um carregamento de cortes bovinos para Hong Kong, na China, o carreteiro Antônio Furtado tratou de garantir uma vaga no acostamento da pista assim que chegou. A movimentação diferente na entrada do porto - alguns funcionários que aderiram à paralisação faziam piquete a poucos metros da guarita - não foi surpresa para ele, que já havia sido informado da manifestação. “Vou ter que esperar. Até liberar, vou ficar aqui pra garantir minha vaga”.