“Às vezes parece que estamos brincando de ‘faz de conta’, a exigência no nosso setor está muito distante de nossa realidade”, ressaltou, de forma contundente, João Emílio Freire Filho, consultor da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários) a respeito das questões portuárias no País. Durante a palestra “Estudo Comparativo II – Portuário e Aeroportuário”, que ocorreu na Eco Transporte e Logística, evento voltado para iniciativas do setor com foco no meio ambiente, nesta quarta-feira, 18, o executivo criticou as novas exigências ambientais e o planejamento nacional de desenvolvimento dos terminais.
De 1990, ano que a Portobras (Empresa de Portos do Brasil S/A), antiga administradora nacional do setor ligada ao governo, foi extinta, até 2009, quando a lei de dragagem foi assinada, o segmento portuário brasileiro ficou sem este tipo de serviço. O que de acordo com Freire Filho foi muito prejudicial para o País, uma vez que os canais no Brasil seguiam as medidas para porte de navios menores do que as das embarcações atuais.