Apesar de prejuízo de 234 milhões de reais, mineradora de Eike Batista aumenta investimentos
Quando desembolsou 6,343 bilhões de reais, em maio, para comprar a operação do PortX, a mineradora de Eike Batista, MMX sabia que suas contas sofreriam. Se no segundo trimestre a empresa saiu ilesa do impacto nas finanças, a conta foi cobrada neste trimestre em que a MMX teve prejuízo de 243 milhões de reais. O tombo, no entanto, foi minimizado pelo presidente da empresa, Guilherme Escalhão, que foi só elogios ao desempenho da empresa no período.
“Tivemos um desempenho bastante estável. É o segundo trimestre de recorde de vendas seguido”, disse ele, em teleconferência com analistas, sobre a empresa que viu sua dívida saltar 117%, aos 553,3 milhões de reais em comparação com o trimestre anterior. “Foi o primeiro inteiro trimestre que contabilizamos os custos do PortX”, explica. Além disso, Escalhão diz que a empresa teve apenas um navio exportado, enquanto no ano passado tiveram dois. “Então a combinação de vendas domesticas no período foi pior. Mas vale lembrar que as exportações de Corumbá foram bem.”