Os desafios do consórcio Norte Energia para iniciar a construção da hidrelétrica de Belo Monte não se restringem mais a barreiras sócio-ambientais erguidas por organizações ou pelo Ministério Público Federal. Agora a pressão vem também dos 11 municípios do Pará que serão direta ou indiretamente afetados pelas obras da usina. Há um descontentamento generalizado entre as prefeituras, que cobram a execução de compromissos assumidos durante a fase de elaboração do projeto. Essa lista de cobranças é encabeçada por uma nova exigência do governo paraense, uma demanda que, caso não seja atendida, pode complicar de vez o andamento do projeto.
O Valor apurou que o governo do Pará acaba de concluir um plano de segurança pública para a construção da usina. O projeto fazia parte do planejamento de Belo Monte, mas sua conclusão foi precipitada com as revoltas ocorridas nas margens do rio Madeira, no canteiro de obras de Jirau, em Porto Velho (RO). O Valor teve acesso exclusivo às principais demandas que constam do plano de segurança pública desenhado para a usina.