Em oito anos, óleo e gás brasileiros devem receber US$ 30 bilhões de nove operadoras internacionais
Menina dos olhos de corporações de todo o mundo, o Brasil se consolidou como um grande polo de atração de investimentos no setor de óleo e gás, após o advento do pré-sal. A despeito da ausência de novas licitações para exploração, diante das estimativas de bilhões de barris em camadas profundas do litoral brasileiro, 11 operadoras controladas por grupos estrangeiros estão hoje no Brasil, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A previsão da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) é de que pelo menos nove delas invistam US$ 30 bilhões no mercado nacional até 2020.
O interesse pelas reservas nacionais também passa pela conjuntura social e política do Brasil, que o deixa numa situação privilegiada frente a outros países. O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Maurício Canêdo explica que é compreensível que as empresas deem prioridade aos mercados mais seguros como o brasileiro, caracterizado por uma democracia estável e um marco regulatório mais sólido.