Um continente a ser construído. Segundo levantamento da consultoria Roland Berger, a demanda por projetos de infraestrutura na África é estimada entre US$ 185 bilhões e US$ 200 bilhões, um mercado bastante atraente para empresas brasileiras. Para as grandes empreiteiras do Brasil, o continente africano é um velho conhecido. Nos anos 1980, ele foi uma das principais válvulas de escape para as empresas do setor, que buscavam driblar a paralisia da indústria de infraestrutura do país.
Uma dessas pioneiras é a Andrade Gutierrez, que mantém um portfólio de investimentos significativo no continente, com um estoque de projetos de cerca de US$ 3 bilhões, aproximadamente 10% do total da companhia. Segundo o presidente da Andrade Gutierrez. Otávio Azevedo, a projeção é de que a África deve representar 25% do total das atividades da companhia nos próximos três anos, mas ele acredita que será possível alcançar esse patamar antes disso.