O governo federal colocou nas mãos de quatro estatais o futuro de alguns de seus projetos mais ambiciosos na área de infraestrutura. Com investimentos de R$ 24 bilhões em capitalização, reestruturação e criação de estatais nos próximos dois anos, o governo quer garantir a continuidade das obras e das metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Duas dessas estatais ainda não saíram do papel, mas já estão com seus planos de estruturação concluídos. Para operar as obras de transposição do rio São Francisco, projeto estimado em R$ 6,6 bilhões, será criada a "Agnes", sigla para Água de Integração do Nordeste Setentrional. O nome ainda é provisório, mas o estatuto da empresa, vinculada ao Ministério da Integração, está pronto e deve ser encaminhado nos próximos dias ao presidente Lula e, depois, ao Congresso. A situação é parecida com a da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), desenhada para liderar a construção do trem-bala, entre as cidades de Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro. Embora o projeto ainda seja alvo de críticas quanto à sua viabilidade econômica, o governo já alocou R$ 440 milhões na proposta orçamentária de 2011.