Apesar dos anúncios de que o governo irá enxugar as contas públicas, empresas do setor apostam na manutenção dos programas habitacionais
A pressão por ajustes fiscais parece não desanimar empresas do setor de construção civil que atuam no programa habitacional Minha Casa (MCMV), Minha Vida, do governo federal. Apesar de ter sinalizado um aperto dos gastos no segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff, em seu discurso de posse, anunciou a contratação de três milhões de novas moradias nos próximos quatro anos – montante que deve se somar às 3,7 milhões de unidades contratadas até 2014, das quais 1,8 milhão já foram entregues, segundo dados do Ministério das Cidades.
De olho nessa expectativa, o segmento de construção civil segue investindo em moradias populares. De acordo com o CEO da Precon Engenharia, Marcelo Miranda, a retração na construção civil, vivida nos últimos dois anos, não se refletiu nas faixas atendidas pelo MCMV - sobretudo nas faixas 1 e 2, que englobam famílias com renda mensal de até R$ 3,275 mil. “Entramos nesse mercado em 2011 e, desde então, nosso faturamento cresceu cerca de 30% ao ano. Em 2015 não deverá ser diferente. Estamos construindo 1.500 unidades atualmente e temos previsão de lançar mais 2.000”, afirma.