O mercado brasileiro de Smart Grid pode movimentar R$ 16 bilhões em negócios ao longo dos próximos 20 anos. A implantação de projetos de redes inteligentes de energia pelas concessionárias de serviço público deve incluir necessariamente interfaces tecnológicas bastante amigáveis. É necessário ainda que seja acompanhada de programas intensivos de educação e conscientização, ressalta o diretor Global da consultoria Kema, Robert Wilhite, responsável pela implantação de Smart Grid nos principais mercados mundiais de energia, como nos Estados Unidos. O executivo participou nesta quarta-feira, 26/10, de painel sobre Smart Grid durante o Metering Latin America 2011, em São Paulo.
Com base em experiências internacionais e pesquisas realizadas pela Kema, Wilhite afirma que o sucesso de investimentos em Smart Grid está diretamente relacionado à percepção do cliente quanto aos meios oferecidos pelas concessionárias para o gerenciamento das despesas com a conta de energia. A simplicidade e funcionalidade são recursos essenciais, assinalou. “O consumidor pode não estar disposto a lidar com equipamentos complexos demais, principalmente, se tiver que pagar por eles”, diz o especialista.