Foram 3,6 milhões de homens/hora de trabalho para adicionar 1.500 toneladas de aço à estrutura já existente. Um esforço sem tamanho para dar a um dos principais palcos dos Jogos Olímpicos de 2016 a segurança necessária para que atletas como Usain Bolt bata os seus próprios recordes e para que o público desfrute de um momento único na história do país. Números que impressionam e um desafio enorme, características da obra de reforma da cobertura do Estádio Olímpico Nilton Santos: o famoso Engenhão.
Construído para os jogos Panamericanos de 2007, o estádio – que já se destaca como um dos ícones arquitetônicos do Rio em razão de um desenho inovador e arrojado – começou a manifestar problemas ainda na fase de construção, ao final da obra, imediatamente após a remoção do escoramento provisório de sustentação da cobertura. A estrutura, ao mobilizar seu próprio peso e passando a se autoportar, apresentou nesse processo acomodações cujas magnitudes resultaram superiores aos valores esperados, previstos pelo projeto. Diante da possibilidade de ocorrência de eventos que pudessem causar riscos aos usuários, o Consórcio Engenhão, formado pelas construtoras Odebrecht e OAS, responsável pelas obras, partiu para uma campanha de estudos técnicos e medições/aferições desde então, que procuraram avaliar melhor o comportamento real da estrutura observado, para explicar e entender as referidas discrepâncias constatadas em relação ao projeto e assim determinar efetivamente as reais condições de uso do equipamento com segurança. “A segurança dos usuários é o requisito que prevalece sobre todos os demais”, enfatizou Sancho Montandon, diretor do Consórcio Engenhão.