Relatório da Polícia Federal (PF) indica ser impossível mensurar o dano ambiental causado pelo acidente da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, em novembro de 2011. Outro laudo, assinado por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Marinha duas semanas após o início do vazamento, havia classificado o mesmo acidente como "dano ambiental grave".
A multa de R$ 50 milhões aplicada pelo Ibama contra a Chevron é baseada nesta análise. O entendimento técnico é que não há possibilidade de o volume de óleo (pelo menos 2,4 mil barris) ter passado desapercebido pelo ecossistema. Em sua defesa, a petrolífera americana deverá agarrar-se ao novo laudo. Em nota divulgada nesta terça-feira, a Chevron alega que "um monitoramento contínuo na área do incidente mostra que não houve impacto à vida marinha ou à saúde humana" e que "nenhum óleo chegou à costa brasileira". A empresa já recorreu contra a decisão do Ibama e o processo segue seu trâmite no âmbito administrativo.