Estrutura semelhante à do governo federal vai cruzar informações meteorológicas para alertar moradores de áreas de risco quando houver risco de deslizamento ou inundação
Depois das quase mil mortes na região serrana, na enxurrada de 2011, e de um temporal que deixou cariocas ilhados em abril de 2010, quando também desmoronou o Morro do Bumba, em Niterói, o Rio de Janeiro enfrentará o próximo verão com uma estrutura que pretende minimizar os impactos das chuvas. O aprendizado traumático leva o estado a ser o primeiro a ter um centro de monitoramento e alerta de desastres semelhante aos dois em funcionamento operados pelo governo federal. Idealizador do projeto do Rio, o engenheiro Rui Sedor é o mesmo que concebeu os sistemas da União. A lógica da estrutura fluminense é a de permitir que a Defesa Civil tenha rápida comunicação com agentes espalhados por todas as 92 cidades. Na iminência de chuvas, inundações, incêndio ou problemas nucleares – a usina de Angra fica no litoral sul do estado o centro passará a informação para uma de suas 12 regionais, que atuam em conjunto com agentes comunitários de defesa civil.
Para o verão deste ano, o novo sistema funcionará parcialmente. Mesmo assim, o conceito de integração de profissionais com diferentes especialidades, com comunicação rápida e simples, já deve representar um ganho para o estado. A equipe que vai trabalhar no centro terá 21 pessoas contratadas entre meteorologistas, hidrólogos, técnicos em meteorologia, geotécnicos e especialistas em desastres, além dos oficiais do corpo de bombeiros. O funcionamento será 24h, em um esquema semelhante ao do Centro de Operações da Prefeitura do Rio.