Com uma exposição cada vez maior ao segmento econômico - 48% das vendas em 2009 foram abaixo de R$ 200 mil e a meta é atingir 60% em 2011- a Rossi Residencial mergulhou na verticalização para ganhar escala e reduzir custos. Já abriu três fábricas de pré-moldados e planeja abrir mais três ou quatro plantas até o final do ano. Além das paredes das casas, as fábricas da Rossi também produzem componentes, como escadas, janelas de ferro e até uma parte do concreto usado - aproveitando a experiência anterior, já que a Rossi foi dona da Engemix antes de vendê-la para a Votorantim Cimentos.
As fábricas ficam em Canoas (RS), Porto Alegre (RS) e Campinas (RS). Cada unidade irá produzir de duas a três mil unidades por ano - cerca de dez casas por dia. A Rossi faz as paredes de concreto de casas e até de prédios de quatro andares (com 20 apartamentos cada), que já saem prontas com toda a estrutura hidráulica e elétrica instaladas, apenas para serem montadas no canteiro. As paredes são transportadas no raio de até 20 km. Por isso, os locais escolhidos são sempre próximos a vários terrenos da companhia. Além dessa distância, o custo fica inviável, segundo Cassio Audi, diretor financeiro e de relações com investidores da Rossi.