Captação do Guaió funciona há 3 meses, mas só agora foi pedida autorização ambiental; empresa diz atuar "dentro da conformidade"
Alvo de ação judicial que questiona a falta de estudo de impacto de obra emergencial no meio ambiente, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) solicitou, agora, uma “licença ambiental prévia” para fazer uma transposição de água que já foi concluída e está em operação há quase 3 meses.
Trata-se da captação do Rio Guaió, em Suzano, para socorrer o Sistema Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo e está em situação crítica, com 15,6% da capacidade. O pedido foi feito no sábado à Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), responsável por fiscalizar e licenciar atividades que afetam o meio ambiente. Considerada pela Sabesp essencial para “garantir o abastecimento hídrico durante o período seco”, a transposição do Guaió custou R$ 28,9 milhões e foi inaugurada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no dia 29 de junho, com a promessa de transferir 1 mil l/s para o Alto Tietê.