Secretaria do Ministério da Justiça quer explicações sobre a tentativa de aquisição feita por Benjamin Steinbruch sobre 26% da Usiminas
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça quer explicações detalhadas sobre as operações envolvendo Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Após comprar ações no mercado financeiro, Benjamin Steinbruch, controlador da CSN, fez uma proposta de compra da fatia de 26% que Camargo Corrêa e Votorantim têm na siderúrgica mineira, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. A CSN nega a ofensiva, mas segundo fontes, a oferta é de R$ 5 bilhões.
Essa estratégia deixou a SDE em alerta e ontem a secretaria emitiu duas notificações, uma para cada empresa. O que mais preocupa é que, com a participação que detém hoje na Usiminas - 15,15% das ações preferenciais e 11,29% das ordinárias -, a CSN já tem direito a um assento no conselho de administração da empresa. Com isso, passaria a ter informações relevantes sobre sua principal concorrente. "Isso é preocupante, pois sabe-se da estratégia empresarial de todo um setor", comentou uma fonte do governo.