No segundo dia após uma das maiores tragédias do Estado do Rio de Janeiro - que deixou mais de 470 mortos -, a população atingida convivia com um cenário de absoluto caos, enquanto muitos ainda procuravam informações sobre parentes e amigos. No final do dia, 30% da rede elétrica ainda estava desligada e o sinal telefônico apenas parcialmente recomposto, enquanto o acesso por terra (especialmente para Nova Friburgo) começava a ser precariamente reaberto e equipes de resgate - reforçadas pela presença homens da guarda nacional - ainda tentavam chegar a lugares atingidos por deslizamentos de encostas. Ao mesmo tempo, autoridades faziam promessas de liberação de verbas e de ações rápidas.
A Polícia Civil informava que o número de vítimas fatais deve crescer, pois ele corresponde apenas aos já identificados pelo órgão. Do total, 214 mortes foram registradas em Nova Friburgo, 208 em Teresópolis, 35 em Petrópolis (no distrito de Itaipava), 13 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto. Segundo o último balanço, Petrópolis tinha 6.500 desabrigados ou desalojados, e 1.500 casas total ou parcialmente destruídas. Em Teresópolis, eram 960 desalojados, e 1.280 desabrigados. Em Nova Friburgo, 3.220 desalojados 3.220, e 1.970 desabrigados.