Intensiva em mão de obra, a construção civil está sendo fortemente afetada pela desaceleração da economia. A contratação dos trabalhadores nos canteiros de obras está caindo, assim como a confiança dos empresários, e os custos do segmento superam o índice de inflação do governo. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados do emprego formal de maio (Caged, do Ministério do Trabalho), nos últimos doze meses, encerrados em maio (último dado disponível), o nível do emprego caiu 0,7% na atividade de preparação de terrenos e 1,7% nas obras imobiliárias, enquanto nos empreendimentos de infraestrutura ficou estagnado.
No conjunto, a construção registrou em maio saldo negativo de empregos (-1.877), o pior resultado para o mês desde 2004, quando o setor entrou num ciclo de alta, segundo a FGV. No acumulado do ano, o setor respondeu por 112.568 contratações, o resultado mais baixo para o período desde 2009, quando o país foi atingido em cheio pela crise financeira internacional.