Minério de ferro, aços e celulose são alguns dos produtos que entraram na nova era de investimentos da indústria em pesquisa e desenvolvimento
Estrelas da pauta das exportações de Minas Gerais e do Brasil, as chamadas commodities produtos agrícolas, minerais e semimanufaturados com preços cotados no mercado internacional ganham mais espaço nas políticas de inovação e aperfeiçoamento tecnológico da indústria, pressionada pela concorrência apertada que a crise econômica mundial impõe. Pouco restou do conceito clássico de commodity, associado a itens fabricados em larga escala e de baixo valor. Minério de ferro, celulose e aços são bons exemplos desse grupo de mercadorias que entraram na era moderna da personalização, contando com a garantia de orçamentos anuais de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Grandes empresas desses setores chegaram à sofisticação de definir quase sob encomenda o produto que apresenta o melhor rendimento e a adequação perfeita à aplicação desejada na fábrica do cliente. É a que se dedicam os pesquisadores da mineradora Vale no Centro de Tecnologia de Ferrosos, instalado em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, empreendimento em processo de ampliação como parte de um aporte de recursos da companhia estimado em US$ 1,1 bilhão neste ano em pesquisa e desenvolvimento.