A construção de usinas hidrelétricas, que a princípio poderia sugerir a obstrução das hidrovias pelo país, é, na realidade, o caminho mais indicado para viabilizar o transporte de cargas pelos rios. A hidrovia Tietê-Paraná é exemplo disso. O governo paulista está com um projeto em andamento para expandir a hidrovia em 200 km, atingindo um total de 850 km navegáveis no Estado. A preparação desse novo trecho, entre os municípios de Anhembi e Salto, só será possível com a construção de três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), projetos que se encontram em fase de estudos.
"É um empreendimento conjunto, com uso múltiplo e integrado das águas", comenta Antonio Bolognesi, diretor-presidente da Empresa Metropolitana de Águas e Energia de São Paulo (Emae). "Alguns anos atrás, só se trabalhava com uma visão energética. Atualmente, a ideia é que as usinas hidrelétricas, que terão eclusas, ajudem a pagar o projeto com a própria geração de energia", diz ele.