Ao mesmo tempo em que anunciou investimentos de R$ 3,5 bilhões para 2011, a Suzano Papel e Celulose revisou prazos para o início de operação de duas das novas fábricas de celulose previstas no plano 2024 e indicou que poderá recorrer a uma série de medidas, incluindo a venda de ativos, para manter o nível de alavancagem sob controle durante o pesado ciclo de aportes que tem início neste ano. As alterações, apresentadas ontem pelo presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, têm implicações negativas de curto prazo, porém positivas considerando-se um horizonte mais amplo, na avaliação de analistas.
Segundo Maciel, a reavaliação do programa de investimentos reflete a decisão da companhia de adotar postura conservadora diante do cenário econômico mundial menos vigoroso do que o esperado. "O conselho (de administração) optou por cadenciar melhor os investimentos, que, ainda assim, terão retorno acima do exigido", comentou o executivo, referindo-se à taxa mínima de retorno igual a custo de capital mais dois pontos percentuais.