Enquanto o governo federal e os sócios de Belo Monte celebram a concessão da licença ambiental para a construção da usina, outro entrave continua a preocupar empreendedores e membros do próprio governo: as linhas de transmissão que vão escoar a energia a ser gerada pela Amazônia para o restante do país. Os linhões do Madeira, que saindo de Rondônia vão atravessar o país em mais de 2.300 quilômetros para chegar a São Paulo, continuam parados. O atraso da emissão de licenças já se aproxima de um ano. Para Belo Monte, linhas, subestações e toda parafernália de transmissão só será licitada em 2012 e sequer o projeto a ser leiloado está definido.
Há meses o governo trabalha em torno de um decreto federal que vai simplificar o procedimento de licenciamento ambiental para projetos de transmissão. Mas órgãos ambientais e de energia não chegaram ainda a um consenso. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse recentemente que o decreto deve sair em breve.