Uma obra “irreversível”. É assim que envolvidos e interessados na construção da ferrovia Transnordestina estão tratando o assunto de uns meses para cá. Pouca gente acreditava que, em meio a diversos impasses financeiros, a linha férrea pudesse sair do canto. Ao longo deste ano, foi se provando o contrário. Na próxima sexta-feira, quando, provavelmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcará em Missão Velha (CE), será possível até que ele “brinque de trenzinho”, em um aparelho adaptado. Até o dia 31, R$ 1,48 bilhão deve ser empregado nos serviços, enquanto que, em 2011, serão mais R$ 2,225 bilhões, ultrapassando a metade dos R$ 5,4 bilhões previstos para a malha.
A burocracia na liberação de recursos foi criticada em algumas ocasiões pelo presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho, sendo o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) o maior alvo. O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) não ficou de fora, apesar da necessidade de contrapartida de 10% dos serviços nos trechos definidos. Até a semana passada, foram repassados R$ 336 milhões do FDNE, além da promessa de outros R$ 393 milhões até o fim de semana. Para o superintendente da Sudene, Paulo Fontana, não existem mais problemas de ordem financeira.