Newsletter
Início› Notícias› Mercado ← Voltar
Mercado

Um Brasil que não para

Cidades pequenas e médias crescem mais do que grandes centros urbanos, geram oportunidades de negócio, abrem novas frentes profissionais e oferecem qualidade de vida comparável à de países desenvolvidos da Europa

Redação GC 13/04/2011 às 14h04

Na semana passada, saíram os indicadores preliminares sobre o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre de 2011. Apesar dos prognósticos pessimistas feitos por diversos institutos e analistas de mercado, o Brasil continua em forte aceleração. Os sete maiores bancos do País estimam um crescimento de até 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nos três primeiros meses do ano na comparação com o quarto trimestre de 2010. Trata-se de um dado espantoso – a alta do PIB é duas vezes maior do que as previsões iniciais feitas há algumas semanas. O avanço se deve a diversos fatores, mas é também resultado de uma profunda transformação do eixo econômico do País. Pela primeira vez na história, o motor dos negócios não está concentrado nas grandes capitais. São as cidades de pequeno e médio porte que impulsionam o desenvolvimento. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) demonstrou que a média de crescimento anual do PIB nos municípios que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes é 15% superior à alta observada em cidades com mais de 500 mil moradores. A mesma proporção se dá no aumento populacional. O fenômeno tem criado ilhas de prosperidade que geram oportunidades de negócios para empresas e empreendedores de diversos setores, abrem fronteiras profissionais para milhões de trabalhadores e proporcionam qualidade de vida para famílias entrincheiradas nos grandes centros urbanos.

A movimentação de funcionários nos horários de entrada e saída do Estaleiro Atlântico Sul, no coração do complexo industrial de Suape, em Pernambuco, é um retrato preciso do processo de enriquecimento do País. São milhares de trabalhadores advindos de diferentes Estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, para citar os mais ricos – com o firme propósito de fazer dinheiro em uma região até pouco tempo atrás associada à miséria. O estaleiro, que pertence ao grupo Camargo Corrêa e espalha seus tentáculos por cinco municípios (Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada), recebeu até agora investimentos de cerca de R$ 2 bilhões, mais isso é apenas parte do que Pernambuco deve captar nos próximos anos. Segundo projeções, serão R$ 35 bilhões até 2020, o que faz do Estado e de suas cidades o maior polo de investimentos do País. A fartura tem atraído levas de profissionais. Apenas no primeiro trimestre de 2011, o Atlântico Sul contratou 2,4 mil pessoas, que se juntam a outras 8,6 mil que batem ponto no complexo industrial. “Não existe no Brasil nada parecido com o crescimento proporcionado por Suape”, diz Marcos Roberto Dubeux, presidente da Cone Condomínio de Negócios, empresa voltada para o desenvolvimento de infraestrutura e soluções logísticas para o porto. “As empresas que vão surgir com o projeto devem gerar 30 mil empregos diretos.”

Continue lendo gratuitamente

O restante desta reportagem é exclusivo para leitores cadastrados. O cadastro é gratuito e leva menos de um minuto.

Continuar lendo
Já tem cadastro? Entrar
Assuntos Mercado

Mais notícias sobre esse tema

Ver todas

Mais lidas da semana

  1. 1 Rodovias EcoRodovias inicia operação de mais de 730 km em MG
  2. 2 Mercado Petrobras coloniza Atlântico com cidades flutuantes
  3. 3 Tecnologia Concessões de R$ 102,7 bilhões abrem caminho para digitalização das rodovias
  4. 4 Imobiliário INCC-10 acumula alta de 6,69% em 12 meses