Operador Nacional do Sistema Elétrico vai priorizar modelo dos açudes de novos projetos, de forma a encontrar ponto de equilíbrio entre o meio ambiente e o setor
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, já definiu qual deve ser o assunto a ser discutido de forma prioritária pelo setor energético após a definição da renovação das concessões com vencimento a partir de 2015, o modelo dos reservatórios a serem implementados em novos projetos. "A questão para mim é de natureza estrutural. Precisamos analisar o equilíbrio entre a contratação de usinas a fio d água e a contratação de térmicas", afirmou o executivo.
O modelo em vigor no Brasil, no qual é evitado ao máximo a formação de grandes reservatórios a fim de reduzir o impacto ambiental de projetos hídricos, reduz a previsibilidade do sistema e resulta no acionamento de térmicas em determinadas situações. "Qual é o ponto melhor? Não fazemos mais reservatórios, uma fonte com perfil altamente renovável, e depois colocamos térmicas na operação?", ponderou o executivo durante a VIII Conferência de Centrais Hidrelétricas, realizada em São Paulo.